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Os anos 80 recuperados com estilo Todo retorno de algum artista que já sentiu o gosto da fama algum dia traz um toque de desconfiança. "Voltou porque está falido e precisa de grana", costuma ser a primeira coisa que vem à mente. Em muitos casos isso é verdade, e o Sex Pistols escancarou essa realidade quando se reuniu para alguns shows em 1996. Mas o retorno de grandes ícones dos anos 80 para shows e discos em 2005 mostra que a preocupação destes artistas ultrapassa motivos monetários. É a sobrevivência artística que conta, somada à oportunidade de reviver os anos 80, trazida à tona por grandes nomes da cena indie emergente: Franz Ferdinand (cópia descarada de Gang Of Four), The Rapture (idem), Delays (Cocteau Twins), The Coral (Echo & the Bunnymen), The Killers (uma soma de influências new e pós-new wave), entre muitos outros. Volta por Cima
DEPUTADO CANALHA Quem procura isso no Google acha em primeiro lugar o nome de Aldo Rebelo, hoje ministro da Coordenação Política 508 ANTES DÉSPOTA CACHACEIRO Vá até a primeira página do Google e digite as palavras acima. Se fizer a mesma coisa que estou fazendo com o meu blog, pode ser que a audiência do seu dispare. Será que dá certo? Se der, um brinde ao Lula! Diário da Turnê, By Norman Blake O vôo de Londres para São Paulo leva aproximadamente onze horas, trinta minutos, ou para colocar de uma outra forma, bastante tempo para crescer num homem uma modesta barba. Eu ataco o cinto, aperto a fivela, encosto na poltrona, peço duas garrafas de vinho (pequenas) e assisto à um pequeno avião se dirigir do norte ao sul na pequena tela de TV na cadeira da pessoa sentada na minha frente. Eu já assisti à esse filme. Muitos meses depois, chegamos em São Paulo. Estávamos querendo fazer essa viagem há muito tempo. O grupo tem estado juntos há quinze anos e nunca colocou o pé na América do Sul. Os nossos amigos do “Belle and Sebastian” recentemente voltaram do Brazil e falaram o quanto adoraram a viagem. Francis (o nosso baterista) fez alguns shows solo no ano passado e teve bons momentos, dos quais ele não conseguia, de fato, lembrar o que tinha acontecido exatamente, mas estava gaguejando alguma coisa sobre coração de galinha. Levou uns seis meses para ele se recuperar. 2º dia Aeroporto Internacional de São Paulo, ainda estamos viajando. Eduardo Ramos (o homem) se junta a nós para a próxima longa viagem. Uma viagem de três horas para Recife. Eu como o meu primeiro pão de queijo. Nós tivemos tempo para um banho rápido antes de ir para uma coletiva dentro do hotel. Não temos feito muitas dessas e eu rapidamente fantasiei que eu era Hans Blix falando com o pessoal da imprensa no edifício da ONU em Nova Iorque (o Jet Lag pode afetá-lo de formas estranhas e misteriosas). Eu aí comecei a falar demais sem coerência por mais de meia hora. Agora eu gostaria de pedir desculpas a todos que compareceram, por terem gastado as suas fitas e seu tempo. As pessoas conseguiram entender o nosso sotaque escocês? Eu não tenho idéia. Nós ainda fizemos novos amigos, assinamos algumas capas de discos, tiramos algumas fotos e fomos para o bar do hotel. Duas horas depois, fomos para outro bar e tivemos a nossa primeira caipirinha. Um homem em um chapeu de palha traz três rodadas. Estamos muito felizes. Eu estou bêbado e ainda não jantamos. Nos encontramos depois em um restaurante chamado “Mingus”. Nicolau Sultanum (o dono) gentilmente nos convidou para comer lá. Tivemos uma refeição com uma comida fantástica e bebemos galões de vinho. Teve até charutos. Eu passei. 3º dia Primeiro dia de show. Eu durmo, nenhuma praia para mim. Ao invés disso, eu saio pra tomar café e lanchar. Eu me encontro com o grupo sueco Hell on Wheels, com quem passamos muito tempo juntos durante a semana. Comparamos as nossas ressacas. O show é na universidade. Uma teatro bonito com um palco grande e boa acústica. Não temos idéia do que esperar. As pessoas saberão as nossas músicas? Será que menininhas mal informadas irão aparecer pensando que é uma banda de meninos da Escócia? Finalmente chegamos no palco, tocamos uma música e estamos felizes em descobrir que as pessoas conhecem e que só foram poucas as meninas decepcionadas. 4º dia Nos despedimos de Recife e voltamos para São Paulo. Tivemos outro dia livre. É fim da tarde quando chegamos no centro da cidade. Bebemos em um bar no topo do Edifício Italiano (muito legal) e depois fomos para um jantar. 5º, 6º, 7º dia Está marcado para tocarmos três noites de shows no SESC. Antes da passagem de som, somos levados para comer o nosso primeiro pastel. Temos algo similar na Escócia chamado “bridie”. O local tem uma estrutura estranha. De tal forma que, para sair do camarim para o palco, você tem que passar pela cozinha. A cozinha é completamente hardcore e sempre muito cheia de gente. Muitas pessoas com uniformes brancos e luvas verdes emborrachadas. No final dos três dias, eu me sinto como se estivéssemos unidos a um grande números de trabalhadores (Oi meninas!). Os shows foram uma revelação. O público é incrível. Nos conectamos bastante com eles... muito mesmo! Todos concordaram que esses foram os melhores shows que nós fizemos. Mudamos o set toda noite. Tentamos tocar o máximo de músicas que pudemos. Nós amamos o público e eles nos adoraram também. Nós cogitamos queimar os nossos passaportes no palco como um ritual e desaparecer na noite. Não queríamos sair. Na segunda noite, fomos para uma festa em uma loja de roupas chamada “Generics”. Eu toquei alguns discos. Conhecemos uma menina que está usando calcinhas do Teenage Fanclub, estilo Superman, em cima das suas calças. Ela é legal e assinamos as calcinhas. Foi uma loucura! 8º, 9º, 10º dia Curitiba Pop Festival. Estamos agendados para tocar com os nossos amigos Pixies. Não nos vemos como um grupo há uns dez anos. Pessoas muito legais. Estou animado com a expectativa e vê-los tocar juntos. O festival acontece numa pedreira antiga. Muito dramático. Tinha uma jaula que funcionava como elevador andando pela parede da pedreira. Nós andamos nele. O show foi divertido. Era um palco muito grande e tocamos um perto do outro. Colocamos o retorno bem alto e fizemos o nosso melhor para fazer barulho. Conhecemos pessoas que viajaram o país inteiro só para ver o nosso show (Obrigado a todos!). Pixies tocou na nossa última noite no país. Um set fantástico. Voltamos para o hotel. O hotel tem uma câmera de segurança que monitora quem está entrando e saíndo no lounge. Você também pode assistí-lo pela TV do seu quarto, canal três. Adorei isso. Kim Deal disse para mim que ela também é fã do canal três. Ficamos acordado até tarde. Pixies fez o check-out às 5 da manhã. Nós os assistimos fazerem o check out do hotel no canal três. Kim Deal, sendo uma grande estrela que ela é, dança para nós. Kim, eu amo você! E tudo terminou. O tempo que passamos foi incrível. Conhecemos pessoas maravilhosas. Nos apaixonamos (sigh!). Estou escrevendo isso da minha cozinha do meu flat em Glasgow. Tem um mapa gigante na parede. Estou olhando para o Brasil e pensando em como eu posso voltar... Crítica do Show do Teenage por Hugo Montarroyos Bem, aqui vai um desabafo de 11 anos. Talvez me arrependa mortalmente do que escreverei abaixo, mas, quer saber, dane-se! Ontem realizei um sonho que julgara inacessível, proibido. Já posso morrer em paz. A partir de agora, estou livre para vender pamonha de puro milho verde em Piracicaba ou para plantar pimenta vermelha no noroeste do Paraná. O que vier é lucro... não almejo mais nada, não tenho mais ambições... Sendo assim, pro raio que o parta a seriedade e o "compromisso jornalístico". Me diverti paca! Alcancei a plenitude espiritual sem precisar de dogmas, mantras, Jesus Cristo, Espírito Santo, Freud, psicotrópicos e tal. E você, nobre leitor deste site, tem três opções agora que está lendo estas indigitadas linhas: a) morder os cotovelos de inveja; b) me dar os parabéns; c) me mandar tomar no Hemisfério Sul... A escolha é sua! Pra mim, tanto faz. Já se você tiver se divertido tanto quanto eu, entre em contato comigo e vamos tomar umas brejas e trocar umas idéias. Eu pago a conta! Bem, o show do Teenage Fanclub... Os caras entram em cena. Norman Blake manda um sonoro "Boa Noite" e Raymond McGinley ataca com "About You". Na seqüência, "Start Again". Gerard Love tira do bolso a fantástica "Don't Look Back". Tudo perfeito. Três vozes afinadíssimas, três compositores fenomenais e, parte da platéia, composta de jornalistas, alcança o Nirvana. A outra parte (não vi este fato inusitado, pois não desgrudei os olhos um só segundo do palco) dormia. Fato, no mínimo, engraçado... O TFC é assim mesmo, inofensivo. Quem não gosta pode aproveitar para tirar um cochilo na boa. A banda priorizou de início o repertório do "Songs From Nothern Britain". Deste álbum, tocaram, além da já citada "Start Again", "Ain't That Enought" (a preferida de Nick Hornby), a excepcional "I Don't Want Control of You" e, finalmente, a que mais gosto do disco, "Speed of Light". A partir daí, comecei a pedir desesperadamente ao Gerard Love para tocarem "Spark's Dream". O cara ouviu, olhou para mim, riu e ficou na dele. Implorei ao baixista porque ele é o dono da música... preferiram tocar "What You do to Me". Nada mau. Não posso reclamar do que veio em seguida, "The Concept", música que escuto diariamente desde 1993. Chorei. É, me derramei em lágrimas. Pode me chamar de boiola que não ligo. Sou macho pra cacete! Por trás deste choro estava engasgado um desabafo de 11 anos, a prova definitiva que podemos botar fé porque às vezes dá pé. Tudo bem, já tinha perdido a sanidade, me exposto ao ridículo. Pela primeira vez na vida dediquei-me ao "air guitar". Cara, 11 anos são 11 anos! Continuei a implorar por "Spark's Dream". Para minha surpresa, quem anunciou a boa nova foi Norman Blake! Bicho, desculpe a liberdade, mas aquilo foi tocado em minha homenagem. Pelo menos na minha fantasia, do jeito que guardarei para o resto da vida. Nem vale a pena contar como fiquei durante a execução da música. Agradeci aos caras, simples assim. Ainda teve "I Need Direction", "Star Sign", "Mellow Doubt", "Verisimilitude". E ainda ficou faltando "Planets", "Neil Jung", "Sidewinder"... Do fundo da minha alma, quero agradecer ao RecifeRock, Coquetel Molotov e, principalmente, a Norman Blake, Raymond McGinley, Gerard Love e Francis MacDonald DEU NO PELÉ NET Confira a dança dos técnicos do Brasileirão 2004 Atlético-MG - Paulo Bonamigo, Jair Picerni, Mário Sérgio e Procópio Cardoso Atlético-PR - Mário Sérgio e Levir Culpi Botafogo - Levir Culpi, Mauro Galvão e Paulo Bonamigo Corinthians - Oswaldo de Oliveira e Tite Coritiba - Antonio Lopes Criciúma - Vágner Benazzi e Lori Sandri Cruzeiro - Paulo César Gusmão, Emerson Leão, Marco Aurélio e Ney Franco Figueirense - Dorival Junior Flamengo - Abel Braga, Paulo César Gusmão, Ricardo Gomes e Andrade Fluminense - Ricardo Gomes e Alexandre Gama Goiás - Celso Roth Grêmio - Adílson Baptista, José Luiz Plein, Cuca e Cláudio Duarte Guarani - Joel Santana, Zetti, Lori Sandri, Agnaldo Liz e Jair Picerni Internacional - Lori Sandri, Joel Santana e Muricy Ramalho Juventude - Ivo Wortmann Palmeiras - Jair Picerni e Estevam Soares Paraná - Paulo Campos, Gilson Kleina e Paulo Campos Paysandu - Artur Neto, Givanildo de Oliveira, Adílson Baptista e Vágner Benazzi Ponte Preta - Estevam Soares, Marco Aurélio e Nenê Santana Santos - Emerson Leão e Wanderley Luxemburgo São Caetano - Muricy Ramalho e Péricles Chamusca São Paulo - Cuca e Emerson Leão Vasco - Geninho e Joel Santana Vitória - Agnaldo Liz, Oswaldo de Oliveira, Hélio dos Anjos e Evaristo de Macedo METERAM A MÃO NO SÃO CAETANO! E assim caminha a mediocridade no futebol brasileiro. Mais um campeonato jogado na lama! NOVO FOTOLOG Assim como já fiz com assuntos pertinentes ao Palmeiras, também comentários sobre grandes discos ou discos clássicos estou passando para outro blog, ou melhor, fotolog (com as capinhas dos CDs), neste endereço: http://p.damian.fotoblog.uol.com.br. Lá também tem espaço para comentários sobre os discos postados. Aproveitem... NOVO BLOG Pessoal: os assuntos pertinentes ao Palmeiras estou publicando em meu novo blog: http://sociedadeesportivapalmeiras.weblogger.terra.com.br Aqui vai continuar sendo um mural sobre futebol em geral e música alternativa. MELHORES DE 2005 Duas bandas saem na frente na corrida pelo melhor disco pop/rock de 2005: Mercury Rev, com o fantástico Secret Migration e o Low, com o delicado The Great Destroyer NOTAS MUSICAIS Impressionante a pancada de bandas novas que tem surgido por aí - e o mais interessante é que muitas delas estão com seus trabalhos sendo lançados por aqui. Evidentemente, algumas tem recebido mais destaque do que outras na imprensa dita alternativa, mas isso se deve mais ao gosto pessoal dos jornalistas (em especial o Lúcio e o Álvaro) do que qualidade propriamente dita. Aqui vão alguns comentários: 1) Arcade Fire. Não gostaria de escrever isso, mas tenho que concordar com o Álvaro Pereira Júnior. É uma banda muito boa e que vale a babação que está sendo feita lá fora e agora aqui dentro. A base é aquela coisa meio quebrada à Franz Ferdinand e Rapture. Só que os arranjos matadores meio Lambshop meio Thindersticks dão um tempero todo especial à mistura. 2) Kasabian. Parece que o Álvaro passou a ouvir coisas boas nos últimos tempos. Uma das melhores pedidas da nova geração. 3) The Primary Five. Desta banda nunca ouvi brasileiro nenhum falar. E é um dos mais bem-feitos trabalhos de indie-pop dos últimos tempos. Nos melhores momentos, lembra Teenage Fanclub. Nos piores, Matthew Sweet. Quer saber mais? É a banda de um certo baterista escocês chamado Paul Quinn. Quem conhece a fórmula já sabe resolver essa equação... O disco North Pole é um dos melhores de 2004. Aliás, este é um ano em que se pode pegar 10 bandas escocesas e colocá-las como as 10 melhores do ano. Incrível como essa terra dá gente boa... E não estou falando do Franz Ferdinand... 4) Enquanto algumas bandas vão sendo badaladas, outras vão comendo pelas beiradas. É o caso do excepcional grupo neo-shoegazer Monster Movie, nascida das cinzas do Slowdive, que, em seu novo trabalho, To The Moon, flerta com tonalidades usadas pelo gênio Neil Halstead no seminal Mojave 3. 5) Uma banda chamada Gay tem tudo para dar certo? Pelo nome não. Mas essa turma de malucos, que faz um som influenciado por ícones indie como Papas Fritas, New Pornographers e Aberfeldy, mostra que nome não ganha jogo e o que vale é o talento. Mais um grande nome do indie-pop em 2005. QUEM VAI SE DAR BEM EM 2005 Quatro times vão começar 2005 com o pé direito: Taboão, São Vicente, Itararé e Votuporanga. Isto porque, melhores classificados do Paulistão da Série B2 em 2004, subiram dois degraus e disputarão a série A3 em 2005, graças à (provável) extinção da série B este ano. Assim, São Paulo contará com apenas três divisões de futebol profissional: A1, A2 e A3. Se o tal do Marco Polo Del Nero (presidente da FPF) não extinguiu de verdade a série B1, deve estar levando uma bela grana dos quatro times citados, pois subir duas divisões em um só ano, ou se dá pela extinção da divisão intermediária ou por mala preta. É um ou outro caso. Não há outra hipótese. COPA DO BRASIL E BRASILEIRO DA SÉRIE C 2005 Para informar aos internautas mais fanáticos por futebol, passo a seguir uma lista de clubes classificados para a Copa do Brasil de 2005 (e Brasileiro da Série C 2005) que não entraram nas competições por serem campeões ou vice estaduais mas sim por ganharem torneios esdrúxulos disputados neste segundo semestre: * São Paulo: Guarani (vice-campeão da Copa Estado de SP. O campeão foi o Santos, mas não vai poder disputar a copa do Brasil por ter se classificado para a Libertadores) * Pernambuco: Limoeirense ou Barreiros (classificados para as semifinais da Copa Estado de Pernambuco. O Náutico B e o Santa Cruz B não podem se classificar) * Minas Gerais: Tupi ou Ipatinga, prováveis vencedores da Taça Minas Gerais. O campeão vai para a Copa do Brasil * Mato Grosso: Luverdense ou Cuiabá, finalistas da Copa Governador do Estado. O vencedor se classifica para o Brasileiro da Série C/2005 * O Vitória foi campeão da Copa Estado da Bahia, mas, ao que consta, não vale vaga para torneio algum. Deve ter mais por aí. Depois eu atualizo. |
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